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Mama

Ginecomastia

O aumento benigno das mamas no homem, o que o causa e quando a cirurgia entra como opção.

Em essência

A ginecomastia é o aumento benigno das mamas nos homens, por excesso de gordura, de glândula mamária ou dos dois.

As causas incluem desequilíbrios hormonais, que podem vir de medicamentos como a espironolactona (usada na hipertensão arterial) e os benzodiazepínicos, e de problemas no fígado e na tireoide. O aumento de peso também contribui.

Para quem

A cirurgia pode ser considerada em homens acima de 18 anos que não chegaram ao objetivo com o tratamento clínico ou que sentem desconforto psíquico com a ginecomastia.

Também entra em cena quando o quadro de origem hormonal na juventude não regride após a puberdade, ou quando, ligado ao aumento de peso, não reverte.

A avaliação

O Dr. Rogério Morale conversa sobre seu histórico de saúde, os medicamentos em uso e há quanto tempo o quadro existe. Examina o tórax para ver se predomina gordura, glândula ou excesso de pele. A indicação é definida em avaliação individual.

Perguntas sobre cicatrizações anteriores e histórico familiar ajudam a prever como a pele vai cicatrizar. Costumam ser pedidos exames de sangue e eletrocardiograma, com ecocardiograma se necessário.

A cirurgia

A anestesia costuma ser local com sedação, e a cirurgia dura cerca de 1 hora. Muitas vezes basta a lipoaspiração, por pequenos pontos de entrada sob cada mama, às vezes com um terceiro na axila.

Se for preciso retirar a glândula remanescente, usa-se uma incisão do tipo Webster na aréola. Em casos mais avançados, podem ser indicados o T invertido ou uma combinação no sulco e ao redor da aréola.

A cicatriz acompanha a técnica: cerca de 1 cm no sulco mamário quando predomina a gordura, semilunar ao redor da aréola quando se retira a glândula, e em L, T ou transversa quando há muito excesso de pele. A alta costuma ocorrer cerca de 6 horas depois, e em casos menos comuns a internação chega a 24 horas.

A recuperação

Na maior parte dos casos, usam-se drenos, retirados em torno de 24 horas, para reduzir o risco de hematoma, a complicação mais comum nesse tipo de cirurgia. O inchaço aumenta nas primeiras 72 horas, o período de maior desconforto.

Os pontos saem após cerca de 14 dias, e a malha compressiva tipo colete costuma ser indicada por cerca de 30 dias. O inchaço diminui ao longo do primeiro mês, e o resultado final costuma ser avaliado após cerca de 6 meses. Os prazos variam e o médico os define.

O pós-operatório em geral não é doloroso, e o desconforto se trata com os analgésicos indicados. Evite a automedicação e respeite a orientação sobre mexer os braços nos primeiros dias. O banho completo pode ser liberado até no dia seguinte. Exercícios para as pernas, sem alto impacto, voltam entre 10 e 15 dias, e os que envolvem o tórax, após 30 a 45 dias.

Programe um afastamento de cerca de 4 dias, sem depender de você para tarefas essenciais.

Riscos e cuidados

Todo procedimento cirúrgico tem riscos. Além do hematoma, podem ocorrer infecção, problemas de cicatrização e os riscos próprios da anestesia. Algumas pessoas tendem a cicatrização hipertrófica ou a quelóide, o que o histórico clínico e familiar ajuda a avaliar, sem ser regra absoluta.

No preparo, avise o médico até a véspera se tiver gripe ou indisposição. Evite bebidas alcoólicas e refeições pesadas na véspera. Suspenda anticoagulantes, como o ácido acetilsalicílico (AAS), por 10 dias antes, e também medicamentos para emagrecer, incluindo certos diuréticos, conforme a orientação do cirurgião.

Perguntas frequentes

Toda ginecomastia precisa de cirurgia?

Não. Em alguns casos, o quadro é acompanhado ou tratado clinicamente. A cirurgia entra quando o tratamento clínico não resolve ou há desconforto importante.

A cicatriz fica muito visível?

Depende do caso. Algumas pessoas tendem mais à cicatrização hipertrófica ou ao quelóide, o que se avalia na consulta. O tipo de incisão varia com o grau da ginecomastia.

O pós-operatório é doloroso?

Em geral, não. O desconforto, quando existe, é controlado com os analgésicos indicados. Evite a automedicação.

Quando posso voltar aos exercícios?

Os de perna, sem alto impacto, costumam voltar entre 10 e 15 dias. Os que envolvem o tórax, após 30 a 45 dias.

Quando o resultado final pode ser avaliado?

O inchaço cai bastante no primeiro mês, mas o resultado final costuma ser avaliado após cerca de 6 meses. O ritmo varia.

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A indicação de cada procedimento é definida em consulta, depois do exame.

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